Altos perde mais uma casa centenária: casarão cheio de história e tradição é derrubado

Altos perde mais uma casa centenária ligada à família de Manoel Severino e Dona Sinhá. Casarão guardava histórias, tradição e memórias da cidade.

Altos perde mais uma casa centenária: casarão cheio de história e tradição é derrubado

Altos perde mais uma casa centenária: casarão cheio de história e tradição é derrubado

Mais uma casa centenária foi derrubada em Altos, e com ela desaparece também uma parte importante da memória afetiva e histórica da cidade.

O antigo casarão, conhecido por muitos altoenses, era ligado ao patriarca Manoel Severino e à matriarca, carinhosamente lembrada como Dona Sinhá. A residência carregava histórias de família, tradição e lembranças de uma época em que as casas antigas eram verdadeiros pontos de referência para a comunidade.

Entre os filhos do casal estavam Angelina Severino, esposa do senhor João Libório; Isaías Severino, avô da doutora Honoíza; Rosa Severino; Andrezina Severino; e a saudosa professora Emília Severino, que foi inativa do Colégio Mário Raulino. A família também teve como filho adotivo o senhor Gonzaga, lembrado como padrinho de Pedro da Maria Rosa.

Com o passar dos anos, o casarão também passou a fazer parte da história social e educacional de Altos. Segundo relatos, a professora Emília Severino chegou a dividir a casa em duas partes. Em uma delas, localizada na esquina, funcionou o primeiro consultório médico pediátrico do então recém-formado Dr. José Maurício Raulino.

Já em sua fase final, o espaço também abrigou a escolinha de reforço da professora Amparo, conhecida popularmente como Paruca, que, durante sua fase estudantil, chegou a morar com a professora Emília.

A professora Emília viveu no casarão até os 80 anos. Sem deixar herdeiros, faleceu anos depois em Teresina, sob os cuidados de sobrinhos.

A derrubada da casa reacende uma reflexão importante: quantas memórias de Altos ainda estão desaparecendo sem registro? Em cada parede antiga, em cada porta de madeira e em cada telhado centenário, existe uma história que ajudou a formar a identidade da cidade.

Mais do que uma construção, o casarão representava lembranças, nomes, famílias e momentos que fazem parte da história altoense.

Com sua demolição, Altos perde não apenas uma casa, mas mais um pedaço de sua própria memória.